- Concepção de linguagem restrita, sendo considerada Língua Portuguesa somente uma performance específica da língua.
- Há uma hierarquia da escrita com relação à fala
- Concepção de linguagem fundamentada no “privilégio”.
- O certo e o errado são ferramentas de exclusão linguística.
- O Ensino de Língua Portuguesa, no Brasil, tradicionalmente baseia-se na Gramática Normativa.
- a Gramática tem uma separação rígida entre escrita e fala, restringindo-se à primeira
- é utilizada, na prática, como um código de conduta linguística (oral e escrita), através do estabelecimento de uma Norma Padrão
- trabalha com categorias classificatórias fixas, utilizando exemplos de textos literários
- enfatiza a “correção”
2. Recentes modificações no ensino
Os PCNs, desde 1998, orientam oficialmente as práticas pedagógicas no Brasil. Eles utilizam conceitos de linguagem derivados dos estudos linguísticos, valorizam a variação, a análise da língua em uso e o desenvolvimento de competências (leitura e produção críticas). Abandonam a noção de “erro”, adotando a noção de adequação. Discutem a noção de norma, adotando a noção de gramaticalidade, exploram as diferenças e semelhanças entre oral e escrito. Apontam que o ensino da gramática deve ser dado enquanto instrumento de análise linguística.
Ensino com ênfase na textualidade (coesão, coerência, referenciação), interação e contexto, notando as relações de poder pela linguagem; trabalham a linguagem no desenvolvimento da identidade (expressividade e autonomia). Observam os contextos comunicativos / situações de uso, havendo uma noção de letramento para a além da alfabetização – somente a decodificação não é suficiente. Vale mencionar a ompreensão complexa dos “erros” ortográficos e a valorização os conhecimentos linguísticos prévios.