sábado, 24 de outubro de 2009

Por que falar de Televisão enquanto Escritura?

A TV não é somente palavras, nem imagem apenas - ou ainda um enunciado comunicativo, não é um texto de caráter denotativo. O que passa na TV que conhecemos possui características de um texto fluido, extremamente auto-referente e rápido. Pode-se dizer, nos termos de Austin, que possui extrema ênfase ilocutória, já que objetiva apreender o espectador, de modo que o próprio texto/enunciado (ou como pudermos nomeá-lo) faz-se para fazer algo, quer ser assistido e constantemente retém o espectador para o minuto seguinte. ノ


um continuum pouco capturável, no qual o espectador exclui-se do diálogo enquanto aguarda ciclicamente a marcação dada. E tudo é feito pelo significado  e pelo caráter extremamente formalizado do texto da Mass Media  - baseado em técnicas que não desenvolverei aqui.



Então como apreender este objeto de linguagem um tanto quanto particular? Para isso valho-me da reflexão de Derrida acerca da Escritura. Primeiro porque não se trata de um objeto que possa se reduzir à forma da presença - questão introduzida por Derrida acerca dos objetos de linguagem. A TV poderia ser comparada ao que o autor chama de rastro, o que articula a diferença entre o espaço e o tempo para a unidade de uma experiência - algo como um devir da escritura.



ノ assim que, não se poderá apreender o texto televisivo num esquema de significação, elaboração interpretativa, essencialista, mas devendo considerá-lo além da presença constante e da ontologia clássica.



continuarei com essa discussao nas proximas postagens

pense nisso...