O autor critica as interpretações homogeneizantes sobre a TV, que enfatizam seu caráter massivo, sendo o serviço de difusão de um Estado ou empreendimento mercadológico, parte de um sistema de controle político-social. A crítica do autor se dá sob a justificativa de não adotar uma postura conformada e pessimista com relação ao meio pois, para ele, classificar um meio/tecnologia de comunicação somente como ferramenta para massificação é um desperdício.
Concordo com as motivações para a crítica, mas não com a ênfase dada. Quero dizer que considerar os aspectos sociais para os quais tem servido a TV, de modo geral, é de extrema importância para se chegar onde o próprio autor pretende: a TV é o que fazemos dela. Assim, pensar em práticas de TV não conformadas e pouco homogeneizantes deve estar relacionado à resistência e revolta contra os esquemas dominantes das políticas de comunicação. Quero dizer que o cenário é, de fato, desanimador justamente quando percebemos os obstáculos que são colocados para uma prática livre de TV.
Concordo com o autor, quando fala que a TV pode sim ter vida inteligente, mas não imagino que isso seja relativo somente ao conteúdo, mas às próprias políticas que autorizariam a prática não massiva.