Desejar e Rejeitar, duas manobras num só corpo.
Alternância entre o desespero e a hesitação
e não sei se respiro ou grito.
Cada lado, incorreto, manobra a incoerência
que a tudo infla e ocupa.
Doutrinada ao medo, a cabeça é baixa.
A dor se conserva na falta de argumentos e
as razões entontecem.
O trafego, os tetos, os horários aprisionam o corpo.
O maxilar enrijece e tudo soa como acúmulo,
de órgãos, de títulos.
Os séculos todos se traduzem em esquecimento.
Toda dor e sorriso desaparece.
Porém a culpa da alma é constante
e não ocupa o mesmo lugar do sonho.
O meu desejo é escolher os pensamentos,
como se escolhem os ingredientes.
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