No meu sonho previ um ato mágico.
Um fato abstrato.
Nada há de mais absurdo que a contradição plena. Imagem do ser desencontrado que pouco significaria. O nome que pudesse carregá-la plenamente extrapolaria o próprio “ser nome”: a ele seria dado um caráter incompreensível. É um anseio, contudo, das mentes mais ávidas. Superada a discretização da realidade, o ser estilhaçado procura qualquer unidade deôntica. Mesmo assim, ele não pode mais abrir mão da razão ou, ao menos, da representação.
Chega-se ao paradoxo, já que o “ser” deseja algum sentido pleno e acolhedor, mas a razão persiste enquanto ferramenta de multiplicação de significados e é, ela mesma, o único abrigo encontrado pelo ser humano para além da sua animalidade.