Não se está ignorando aqui a afirmação de Pierre Lévy (2004, p.22) de que o diagrama dos fluxos de informação é insuficiente e uma imagem congelada da configuração comunicacional, contudo afirma-se a importância instrumental de se mapear a arquitetura de informação de cada sistema (mesmo em dado momento).
Tal “cartografia” servirá de ferramenta para uma interpretação do hipertexto. A interpretação proposta falará do simbólico por um viés pragmático, considerando que a representação é uma manifestação de base tecno-política (material e social).
Assim, a informação (manifestações de linguagem dos usuários, o conteúdo representado) é o objeto que revelará através de sua rede semântica a materialidade histórica de uma esfera virtualizada tecnológica. O mapa arquitetônico, por sua vez, também será um elemento de linguagem porque funciona/é a sintaxe deste hipertexto constantemente reutilizada e rearranjada.
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