quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

prévia das reflexões para o phd

Vale ressaltar uma consideração importante acerca da subjetividade contemporânea - ou da concepção contemporânea de subjetividade. "... com as operações de desalojamento do cogito cartesiano efetuadas pela revisão althusseriana de Marx e pela revisão lacaniana de Freud. Depois, com os pós-estruturalistas, Foucault, Deleuze, Derrida, Lyotard, o estrago se tornaria irremediável e irreversível". Mesmo assim devemos considerar a necessidade vital - ou potência - de cada pessoa em afirmar a sua unicidade, o que ocorre apesar da mencionada desconstrução da subjetividade. De modo que não nos será possível abordá-la através de uma diferenciação subjetividade-coletividade, já que o processo simbólico de ambos formula identidades fluidas, instáveis e descentradas, quais sejam, subjetividades polifônicas (GUATTARI, 1992), ocorridas nos agenciamentos coletivos da enunciação.

Assim que o espaço ampliado de significação pode ser aproximado ao que Rogério da Costa menciona como termos recorrentes para se definir a atual preponderância da sociedade em rede, quais sejam 'inteligência emergente' (Steven Johnson), 'coletivos inteligentes' (Howard Rheingold), 'cérebro global' (Francis Heylighen), 'sociedade da mente' (Marvin Minsk), 'inteligência conectiva' (Derrick de Kerckhove), 'redes inteligentes' (Albert Barabasi), 'inteligência coletiva' (Piérre Levy).



LEÃO, L. Derivas, cartografias do ciberespaço. São Paulo: Annablume, 2004

pense nisso...