Falar ao público é a dor do mártir: angariar um raciocínio das massas, proporcionar conhecimento às massas. Falar ao público é a indecência da voz. É o corpo exposto à libido inerte das massas.
Falar ao público é a expulsão de uma energia vital, propagação de um tom gasto.
E o público são partículas agitadas, impossíveis de reter.
E o corpo retém a fala fluida, que vaza pelos orifícios como necessidade básica,
E o corpo retém a fala fluida, que vaza pelos orifícios como necessidade básica,
a fala que lava o público.
O som é kármico.
O som é kármico.
Retorna mudo e material,
transforma-se em dor ou benefício
Ser falado é dharma,
é um existir breve, cuja luz projeta imagem.
O julgamento é impossível, mas funciona enquanto ilusão para o esquecimento das causas.
Desejar o público é doença, pois não há o que fixar nele.
Desejar o público é doença, pois não há o que fixar nele.