quarta-feira, 3 de março de 2010

Hai-Kais do Alê

Com a sua autorização, publico finíssimos hai kais de um poeta amigo.



Brisa outonada.
Frio de amores
ao anoitecer.
 

A muda cresce,
despreocupada em ser
Bela árvore. 
 
 No galho seco,

a casca da cigarra
ainda vibra.
 

   
Garoa fria.
Clarão no céu.
Rancor explícito. 

 

Noite calada.
Punhal regressa quente
da carne fria.




autor: Alexandre A. Silveira
alexandre.ale@gmail.com

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