Brisa outonada.
Frio de amores
ao anoitecer.
A muda cresce,
despreocupada em ser
Bela árvore.
No galho seco,
a casca da cigarra
ainda vibra.
Garoa fria.
Clarão no céu.
Rancor explícito.
Noite calada.
Punhal regressa quente
da carne fria.
autor: Alexandre A. Silveira
alexandre.ale@gmail.com
